Falhar


Me veio uma imagem "engraçada" e na hora eu ri, mas precisei de um só segundo para compreender o papel dela nesse registro.


Há um tempo eu baixei um joguinho no meu celular. Admito que ele é meio bobo, mas lembro que na época andava meio entediada e ele ocupava um tempo em que eu não estava disposta a investir em algo que me fizesse pensar demais. Minha mente barulhenta, carregada de cobranças íntimas, não silenciava e eu estava a ponto de pirar... ou parar.


O fato é que a sua finalidade para mim era ocupar um vazio com coisa alguma, mas, obviamente, o objetivo do tal jogo era diferente do meu. Era passar de fases e cada vez que eu não conseguia, aparecia uma frase com letras cursivas coloridas: VOCÊ FALHOU!

Como a nossa mente não está a fim de brincadeira, comecei a me sentir desafiada e enxergar aquela afirmação em proporções maiores. Letras garrafais sublinadas e em negrito. Meu ego ralhou perguntando se eu ia me deixar vencer por uma bobagem daquela e, o que era para descontrair me fez criar um algoz que reafirmava que, naquele momento, nem para me superar em um joguinho infantil, eu estava servindo.


O que eu gostaria de trazer com esse breve relato é uma reflexão simples:

Quantas vezes nós criamos vozes dentro das nossas próprias cabeças, para nos convencer da incapacidade de seguir adiante... Para nos julgar, nos colocar para baixo e reafirmar as impressões de impotência, fracasso ou rejeição?

Quantas vezes permitimos que essa voz nos direcione, escravize a nossa existência e massacre os nossos sonhos?


Você falhou?

Sim. Falhei. Muitas vezes.


E de que é mesmo constituída a nossa jornada? Penso que todas as experiências são válidas e que falhar faz parte do processo. Deveria fortalecer nossos princípios e não nos fazer sentir derrotados, anestesiados diante da vida.

Como seria a personalidade de alguém que nunca falhou? Será que teria a humildade de reconhecer que o alimento necessário para a sua verdadeira nutrição está faltando em sua mesa e que aquele banquete o faz sentir incompleto?

São os altos e baixos, as conquistas e insucessos, o caminho percorrido entre o perder e o ganhar, que promovem a verdadeira evolução do ser humano. Testam as nossas convicções e nos obrigam a querer ser mais. Para alguns, ter mais. Mas tudo bem também ainda estar aprisionado na fase do ter, porquê o tempo de cada um difere e, mais cedo ou mais tarde, todas as chaves serão viradas, pela tomada de consciência, pelo amor ou pela dor.


As falhas são feridas e temos que aprender a cura-las e reconhecer a beleza das cicatrizes que se formam. Podemos aceitar conviver, profunda e completamente, com a sua presença nas nossas vidas compreendendo a importância da sua expressão nas nossas existências ou querer arranca-las a qualquer custo, nos trazendo a tormenta criada pela não aceitação dessas vivências.


O que você escolhe nesse momento?

Ser um escravo dessa voz ou dominar o seu instinto auto punitivo?

Ser soterrado pelas carências manipuladas pelo ego ou deixar-se ser inundado pela consciência do divino que já lhe pertence ?


Somos seres humanos, divinos em essência. Somos moldados pelas nossas experiências, mas resultantes da criação de uma inteligência universal.

Somos mais do que conseguimos imaginar e não enxergamos porquê delimitamos as nossas possibilidades com barreiras invisíveis de auto piedade e comiseração. Nos tornamos vítimas de nós mesmos e responsabilizamos o outro por isso.


Você falhou? Quer continuar repetindo esse padrão? Toda hora é hora de mudar...

Reconheça-se.

Reprograme-se.

Reabilite-se.


Você já fez a sua escolha?


Gratidão,

Renata Dias

(Através de registros akáshicos em 20.01.2018)

@muitoalemdemim_


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